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Quiroprática Sénior: Mobilidade e Autonomia

Quiroprática Sénior: Mobilidade e Autonomia em Todas as Idades

A quiroprática sénior é um tema cada vez mais relevante num país como Portugal, um dos mais envelhecidos da Europa. Segundo dados da Fundação Francisco Manuel dos Santos e do INE, o país tem mais de 2,5 milhões de pessoas com 65 ou mais anos, cerca de um quarto da população total. Este envelhecimento traz um desafio central: como manter a mobilidade, o equilíbrio e a independência ao longo dos anos.

Quiroprática Sénior: Mobilidade e Autonomia em Todas as Idades

A coluna vertebral e o sistema nervoso desempenham um papel central nesse equilíbrio, e é aqui que a quiroprática pode ter um contributo relevante.

O que muda na coluna com o envelhecimento

Com a idade, os discos intervertebrais perdem parte da sua hidratação e elasticidade, as articulações da coluna tornam-se mais rígidas e a postura tende a alterar-se. Estas mudanças naturais podem traduzir-se em menor amplitude de movimento, mais dor articular e maior dificuldade em manter o equilíbrio.

Nenhuma destas alterações é, por si só, motivo de resignação. A avaliação regular da coluna e das articulações permite identificar desequilíbrios antes de se tornarem limitações significativas no dia a dia.

Quedas: um risco sério a partir dos 65 anos

A Organização Mundial de Saúde considera as quedas a segunda principal causa de morte acidental a nível mundial. Estudos indicam que entre 28% e 35% das pessoas com mais de 65 anos sofrem pelo menos uma queda por ano, uma proporção que aumenta para 32% a 42% depois dos 70 anos.

As consequências vão muito além da lesão imediata: uma queda pode significar perda de confiança, redução da atividade física e, em muitos casos, perda de autonomia. Prevenir quedas é, por isso, uma prioridade de saúde pública, não apenas uma preocupação individual.

O que diz a investigação sobre quiroprática e prevenção de quedas

A investigação sobre quiroprática e prevenção de quedas em pessoas idosas ainda está numa fase preliminar. Uma revisão sistemática publicada na BMC Musculoskeletal Disorders em 2022 identificou apenas um número reduzido de estudos de boa qualidade metodológica sobre o tema, e conclui que são necessários mais ensaios clínicos robustos antes de se poder afirmar com segurança qual o impacto direto da quiroprática na redução de quedas.

Dito isto, existe um racional fisiológico plausível: o ajustamento quiroprático pode atuar sobre fatores associados ao risco de queda, como a força muscular, a flexibilidade articular, a dor crónica e a propriocepção, a capacidade do corpo perceber a sua posição no espaço. A quiroprática funciona como um contributo complementar dentro de um plano de cuidados mais amplo, a par do acompanhamento médico e dos programas específicos de prevenção de quedas.

Benefícios que a quiroprática pode oferecer na terceira idade

Quando adaptada à condição de cada pessoa, a quiroprática pode contribuir para:

  • Preservar a amplitude de movimento das articulações da coluna e dos membros
  • Aliviar dores crónicas associadas a artrose ou a desgaste articular
  • Apoiar o equilíbrio e a postura no dia a dia
  • Complementar programas de exercício físico e de fisioterapia já em curso

Um ajustamento adaptado a cada pessoa

O ajustamento quiroprático em pessoas idosas não é igual ao de um adulto jovem. O quiroprático adapta a técnica à densidade óssea, à mobilidade articular e ao historial clínico de cada paciente, recorrendo frequentemente a técnicas de baixa força ou instrumentadas quando são mais adequadas.

Antes de qualquer ajustamento, é feita uma história clínica completa, que deve incluir a identificação de condições como a osteoporose, para garantir que a abordagem escolhida é segura e adequada.

Sinais de que vale a pena marcar uma avaliação

Alguns sinais indicam que pode valer a pena avaliar a saúde da coluna e das articulações:

  • Sente mais dificuldade em manter o equilíbrio do que há alguns anos
  • Teve uma queda recente, ou um quase-acidente que a deixou insegura
  • Sente rigidez articular crescente ao levantar-se ou ao caminhar
  • Tem dores persistentes nas costas, na anca ou nos joelhos

Quiroprática sénior: por onde começar?

Manter a mobilidade e a autonomia na terceira idade depende de vários fatores, entre eles a atividade física regular, uma alimentação equilibrada e o acompanhamento médico adequado. A saúde da coluna vertebral é uma peça deste conjunto, e uma avaliação quiroprática pode ajudar a perceber que cuidados fazem sentido em cada fase da vida.

Envelhecer com qualidade de vida começa por cuidar do corpo de forma consistente, não apenas quando surge a dor.

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Artigo inspirado em: AtlasChiropractic