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Mitos Comuns sobre a Quiroprática – o que é verdade e o que não é.

A quiroprática é uma das áreas de saúde mais mal compreendidas em Portugal. Apesar de ser reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e praticada em mais de 100 países, ainda circulam muitos mitos e equívocos sobre o que é — e o que não é — a quiroprática.

A Associação Portuguesa dos Quiropráticos (APQ) reúne aqui os mitos mais comuns e responde a cada um com base na evidência científica disponível.

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Mito 1: «A quiroprática não tem base científica»

Facto: A quiroprática é uma profissão de saúde reconhecida pela OMS e sustentada por décadas de investigação científica. Estudos publicados em revistas médicas de referência demonstram a eficácia do tratamento quiroprático, em particular para dores lombares, cervicalgias e cefaleias.

A formação em quiroprática tem duração mínima de cinco anos a nível universitário e inclui disciplinas como anatomia, fisiologia, neurologia, radiologia e técnicas de diagnóstico clínico.

Mito 2: «Os quiropráticos não são profissionais de saúde»

Facto: Os quiropráticos são profissionais de saúde com formação universitária acreditada internacionalmente. Em Portugal, a APQ representa os quiropráticos com formação reconhecida pela World Federation of Chiropractic (WFC), assegurando que todos os membros cumprem os requisitos científicos e éticos da profissão.

A regulamentação da profissão em Portugal está em curso, e a APQ tem trabalhado ativamente junto das entidades governamentais para o seu reconhecimento formal.

Mito 3: «O tratamento quiroprático é perigoso»

Facto: Quando realizado por um quiroprático com formação acreditada, o tratamento quiroprático é considerado seguro para a grande maioria dos pacientes. Os efeitos adversos graves são extremamente raros — a literatura científica aponta para riscos significativamente inferiores aos associados a medicamentos anti-inflamatórios de uso comum.

A APQ recomenda sempre que o paciente se assegure de que o profissional que consulta é membro da associação e possui formação internacionalmente reconhecida.

Mito 4: «A quiroprática é apenas para dores nas costas»

Facto: Embora as dores lombares e cervicais sejam das queixas mais frequentes nos consultórios de quiroprática, o âmbito da profissão é muito mais amplo. O tratamento quiroprático é também eficaz para cefaleias, enxaquecas, dores articulares, lesões desportivas, tensão muscular e problemas de postura, entre outros.

Para além do tratamento, a quiroprática tem uma forte componente preventiva — muitos pacientes recorrem a consultas de manutenção para preservar a saúde da coluna e evitar o reaparecimento de queixas.

Mito 5: «Depois de começar, nunca mais se pode parar»

Facto: Este é um dos mitos mais persistentes. O tratamento quiroprático não cria dependência. O plano de tratamento é definido com base nas necessidades clínicas de cada paciente e tem sempre um início, um meio e um fim.

Alguns pacientes optam por consultas de manutenção periódicas — tal como quem vai regularmente ao dentista mesmo sem ter dores —, mas essa é sempre uma opção informada e voluntária, nunca uma imposição.

Mito 6: «A quiroprática é igual à osteopatia ou à fisioterapia»

Facto: São profissões distintas, com formações, filosofias e técnicas diferentes. A quiroprática foca-se especificamente no sistema nervoso e no seu relacionamento com a coluna vertebral, utilizando o ajustamento quiroprático como principal ferramenta terapêutica.

A osteopatia e a fisioterapia têm abordagens e objetivos terapêuticos próprios. Em muitos contextos clínicos, estas profissões complementam-se, mas não são intercambiáveis.

Tem dúvidas sobre a quiroprática? Consulte um dos nossos membros certificados em quiropratica.org/encontre-um-quiropratico

APQ – Membro da World Federation of Chiropractic (WFC)